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http://computerworld.uol.com.brSão Francisco - Segundo John Chambers, tecnologia deve ser encarada de forma não tradicional em relação à segurança.
Durante apresentação na RSA, conferência de segurança realizada em São Francisco (EUA), John Chambers, CEO da Cisco, disse que a computação em nuvem é inevitável. Entretanto, a tecnologia vai modificar a estrutura de segurança das redes. “Não vamos ter ideia do que existe no data center das empresas”, afirmou. “Isso é bom para mim, que estou no mercado de rede. Vou vender muito equipamento para fazer isso funcionar”, comemorou.
Apesar do otimismo, Chambers ressaltou que “isso é um pesadelo de segurança e não pode ser gerenciado de maneira tradicional”. Para Ronald Rivest, professor de ciência da computação do MIT (Massachusetts Institute of Technology), a segurança de ambientes cloud será um ponto focal de boa parte do trabalho realizado pelo instituto na área de cyber segurança. O professor se mostrou otimista quanto ao futuro do conceito, por outro lado, afirmou que muito trabalho terá de ser feito para manter os ambientes seguros.
Os participantes da conferência, no entanto, ainda não mergulharam na tecnologia. “Não estou vendo grandes benefícios na nuvem”, disse Bruce Jones, CSO da Kodak. A questão delicada, para Jones, é a perda do controle sobre dados sensíveis. Para projetos de longo prazo, é mais simples comprar o hardware, afirmou o executivo.
De qualquer forma, Jones afirmou que o cloud computing pode funcionar em menor escala na sua empresa. “Para um piloto ou um projeto de pesquisa no qual queiram fazer alguma coisa com infraestrutura sob demanda e escalável. Funciona nesses casos, e se você não tiver muitas preocupações com a confidencialidade das informações”, disse o executivo.
Na opinião de Tom Gillis, vice-presidente de marketing da unidade de segurança da Cisco, à medida que os dados migrem para a nuvem, os serviços de segurança da companhia vão ficar mais importantes, e a habilidade da empresa em inspecionar dados sendo enviados para dentro e para fora das redes corporativas vai se tornar mais crítica.
E a tendência não vai retroceder, afirmou Chambers. Segundo o CEO da Cisco, o uso de ferramentas de web 2.0 pela empresa, como vídeo blogging e conferência, cresceu exponencialmente no ano passado. No primeiro trimestre de 2009, o executivo realizou 262 reuniões, sendo 200 virtuais, por meio dos sistemas de telepresença da companhia. “Essas aplicações precisam ser seguras. É a nossa vida”, disse.